Autoridades alemãs começaram a alertar opositores ao governo turco sobre vigilância

Numa entrevista publicada na revista alemã “Der Spiegel” do dia 18 de março, o chefe do Serviço Federal de Inteligência da Alemanha (BND), Bruno Kahl, disse que apesar dos esforços em vários níveis, a Turquia não conseguiu convencer Berlim de que Gülen estava por trás do fracassado golpe.

Em resposta a uma pergunta sobre o movimento Gülen, que foi designado como organização terrorista pelo presidente Erdoğan, o chefe da inteligência alemã definiu o movimento como uma associação civil que oferece educação religiosa e secular através de várias instituições educacionais.

Não é a primeira vez num país europeu que grupos pró-AKP têm perfilado os simpatizantes do movimento Gülen. De acordo com um relatório do jornal alemão “Süddeutsche Zeitung ” e com os canais de televisão NDR e WDR na segunda-feira, o Serviço Nacional de Inteligência turco (MİT) preparou uma lista de 300 turcos e 200 escolas, associações e organizações ligadas ao movimento Gülen na Alemanha. As listas incluem endereços, números de telefone e fotos das pessoas.

O subsecretário MİT, Hakan Fidan, entregou a lista a Bruno Kahl, durante a Conferência de Segurança de Munique no mês passado. Kahl encaminhou a lista para o governo federal e todas as instituições de segurança, afirma o relatório. Após a avaliação da lista, especialistas alemães concluíram que a maioria das fotos foram tiradas secretamente por câmeras de vigilância.

O relatório também disse que as  pessoas que estão na lista MİT. Tanto a agência de inteligência como a polícia assumiram a responsabilidade de informar os simpatizantes do movimento Gülen sobre a vigilância do MIT.

No mês passado, o coordenador da DİTİB, Murat Kayman, anunciou sua renúncia sobre as acusações. Equipes policiais alemãs invadiram os apartamentos de quatro imãs DİTİB na Renânia do Norte-Vestefália e na Renânia-Palatinado suspeitos de atuarem como informantes.

O Ministério Público Federal (GBA) disse num comunicado que os imãs haviam agido numa ordem emitida em 20 de setembro do ano passado pela diretoria para perfilar os simpatizantes do movimento Gülen.

Mais cedo, funcionários da DİTİB admitiram que os simpatizantes do movimento Gülen foram elaborados com base nas instruções da principal autoridade religiosa da Turquia, a Diretoria de Assuntos Religiosos.

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