Simpatizante de Gulen esfaqueado por familiar pro-Erdogan na Bélgica

Ibrahim Anaz, um dos executivos de uma associação com sede em Bruxelas simpatizante do movimento Gulen, foi esfaqueado por um membro da sua família que é defensor do presidente Recep Tayyip Erdogan, segundo a imprensa local.
Anaz foi esfaqueado e ferido gravemente por um dos seus sogros durante uma disputa no distrito Merksem na quarta-feira.
A polícia disse à media fez o incidente ocorreu logo após uma discussão política e advogado de Anaz disse que o atacante que não estava diretamente envolvido na conversa. “A vítima recebeu duas facadas no braço e mão,” a polícia acrescentou.
Anaz, foi levado para um hospital numa cidade vizinha, trabalha como um dos porta-vozes para FEDACTIO [Federatie van Actieve Verenigingen van België], uma organização guarda-chuva com associações membros em todo Bélgica.
Estabelecido com o objectivo de integração cultural entre a Bélgica e a Turquia em 2010, o FEDACTIO foi atacado por apoiantes de Erdogan no rescaldo da tentativa de golpe de 15 de julho, 2016, do qual o governo turco culpa o movimento Gulen. As instalações do FEDACTIO foram danificadas por pedras lançadas por jovens pro-Erdogan na altura.

Daily Sabah, um jornal pró-governo em língua inglesa e turca disse em 5 de Julho disse que o FEDACTIO “atua como uma organização guarda-chuva para FETO na Bélgica.”
FETO é um chavão pejorativo cunhada por Erdogan que chama o movimento como Fethullahist Terrorist Organization, uma clara referência ao Fethullah Gülen, clérigo sediado nos EUA que inspira o movimento.
Cem Küçük, um jornalista firmemente pró-governamental conhecido pelos seus ataques a críticos do governo na media social, sugeriu anteriormente que partidários do governo turcos que vivem no exterior estavam dispostos a realizar assassinatos e que a Organização Turca de Inteligência Nacional (MIT) tem autoridade para realizar esses atos fora do país.
O Governo turco já deteve mais de 120.000 pessoas devido a ligações ao movimento na Turquia e Erdogan pediu aos governos estrangeiros para punir os seguidores de Gulen nos seus próprios países. Apenas um pequeno número de países, incluindo Arábia Saudita, Malásia e Myanmar têm deportado seguidores de Gulen a pedido da Turquia até agora.
Enquanto isso, o governo turco intensificou as atividades de espionagem contra aqueles que entende como seus inimigos no exterior, uma questão controversa que foi criticada pelo Governo Europeu em várias ocasiões. Neste fi-de-semana, a Alemanha cancelou o reconhecimento de uma mesquita turca sob alegações de que o seu imam estava envolvido em atividades de espionagem contra seguidores de Gulen.

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